quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Plantas Para Aquários

06:10 Posted by Unknown No comments

Plantas Aquáticas - Manual Básico


Assim como os peixes, as plantas também precisam de alguns cuidados básicos, afinal tratam-se de seres vivos. O problema é que muita gente pensa ser difícil manter plantas aquáticas no aquário (geralmente iludidas por vendedores ignorantes), e acabam usando as horríveis plantas artificiais. As plantas, além de deixarem um aquário muito mais bonito, fazem parte do ambiente aquático auxiliando na "limpeza" da água.
Para um bom crescimento as plantas necessitam que sejam supridas as suas necessidades. Elas necessitam de luz, nutrientes (macro-nutrientes), elementos traço (micro-nutrientes), e gás carbônico (CO2). O grande problema é que as plantas necessitam destes elementos, em uma determinada proporção, e infelizmente esta proporção varia para cada tipo de planta. Isto explica porque algumas plantas são mais "fáceis" e outras são mais "difíceis". Se estiver faltando algum destes elementos para as plantas provavelmente elas não irão se desenvolver bem, e caso exista algum elemento em excesso, provavelmente ele será utilizado pelas tão temidas algas, que são bem menos exigentes, e são capazes de infestar um aquário rapidamente.
A outra dificuldade, é que não existe um catálogo dizendo que determinada espécie necessita mais disto, ou daquilo. Principalmente porque as espécies podem se adaptar, crescendo mais lentamente, com folhas menores, ou vice-versa. O jeito mais barato de saber o que vai progredir no seu aquário é conversando com outros aquaristas, lendo e através da tentativa e erro, ou usando os caríssimos sistemas "high-tech" de fertilização, iluminação e injeção de CO2.
Mesmo assim é possível ter um belo aquário com plantas sem se preocupar muito, e melhor ainda, sem gastar muito. Nas linhas seguintes, vou dar uma breve, e básica explicação sobre cada elemento essencial para as plantas.

ILUMINAÇÃO
A iluminação é essencial para a realização da fotossíntese, pois é a fonte de energia para que as plantas possam transformar os outros elementos em alimento. A qualidade da luz é mais importante que a duração. As plantas preferem luz do espectro azul e vermelho, mas o aquário ficaria "feio" de ser observado, então devemos dar preferência às lâmpadas de espectro total.
Infelizmente as melhores lâmpadas (10000K, 50/50) são muito caras, e se você tiver destas lâmpadas também vai ter que investir nos outros elementos (lembra da proporção). Porém é possível ter plantas crescendo usando uma combinação de lâmpadas luz do dia, com outras mais sofisticadas, também é possível usar apenas lâmpadas luz do dia, mas você ficará limitado às plantas pouco exigentes por luz. Já que estas lâmpadas provêem apenas iluminação, mas não fornecem a energia luminosa de que as plantas necessitam.
O ideal é ter cerca de 0,5 a 1 watt/litro de água, considerando-se que quanto mais fundo o aquário, maior será a potência necessária, evite aquários com mais de 60 cm. de altura, pois além de necessitar de uma iluminação melhor, e mais cara, a manutenção fica mais difícil(considere o tamanho do seu braço). O período de iluminação ideal varia de 10 a 12 horas diárias, pois a maioria das plantas encontram-se naturalmente em áreas tropicais, e é esta a duração aproximada do dia nestas regiões.
É muito importante não se esquecer do equilíbrio(proporção) dos elementos. Se você tiver muita luz, e poucos nutrientes e CO2, você estará desperdiçando energia luminosa, que provavelmente será aproveitada pelas algas.

CO2
Como todas as plantas, as aquáticas também respiram gás carbônico, e expelem oxigênio. Sem a quantidade(proporção) certa de CO, as plantas não poderão realizar a fotossíntese.
Todo aquário contém uma certa quantia de CO, seja pela respiração dos peixes, seja pelo contato com o ar. Porém esta quantia é muito pequena, cerca de 1 a 3 ppm, sendo que para um crescimento exuberante com florescência, a maioria das plantas necessita de cerca de 10 a 20 ppm, e é impossível de se conseguir estes valores sem a introdução artificial de CO.
Muitas pessoas dizem que o COajuda a evitar algas, na verdade o COfaz com que as plantas consumam mais luz e nutrientes, competindo com as algas.

NUTRIENTES
Os macro-nutrientes, ou simplesmente nutrientes, são os elementos que as plantas(todas) necessitam em maior quantidade. São eles: nitrogênio(N), fosfato(P), e potássio(K). Felizmente a ração e os dejetos dos peixes fornecem a maioria destes nutrientes, na forma de amônia, nitratos, e fosfatos. Daí a importância das plantas na limpeza da água. O excesso de alimentação dos peixes, pode gerar excesso destes nutrientes, intoxicando água, ou resultando em infestações de algas.
Estes nutrientes também podem ser inseridos no aquário através de fertilizantes específicos para plantas aquáticas (não use fertilizantes para plantas comuns, as dosagens são muito elevadas), caso tenha poucos ou nenhum peixe.

ELEMENTOS TRAÇO
Os elementos traço, são outros nutrientes usados em quantidades muito pequenas pelas plantas, também são conhecidos como micro-nutrientes. Porém, mesmo sendo usado em quantidades pequenas, são limitantes no crescimento das plantas. E sua ausência pode até mesmo matá-las.
Os mais importantes são magnésio, ferro, cálcio, boro e outros. A maioria destes nutrientes é provida pela água de torneira, por isso é muito importante a realização de trocas parciais. A maioria dos aquaristas recomendam uma troca de 25% da água a cada duas semanas, mas novamente temos que pensar no equilíbrio bioquímico (as proporções), ou seja, quanto mais variadas as plantas que tivermos, e quanto mais dos outros elementos adicionarmos ao aquário, mais trocas teremos que fazer. Existem relatos de aquaristas que trocam 15% a cada 3 semanas e têm belas plantas, porém plantas "fáceis". Mas por outro lado conheço um aquarista(Mário da Aquabetta – Curitiba), que troca 20% toda semana, e se ele não fizer as trocas é visível a redução do desenvolvimento das plantas.
O ferro(Fe++) é um dos elementos traço mais importantes, mas a forma existente na água da torneira, rapidamente oxida ficando impossível a sua utilização pelas plantas. Sendo então importante a sua adição através de fertilizantes específicos, encontrados nas (boas) lojas de aquários. Mas cuidado pois o excesso de ferro pode ser prejudicial às plantas, e também é um bom estimulador de algas.
Os micro-nutrientes são necessários em quantidades muitopequenas, e qualquer excesso pode ser tóxico para peixes e plantas.

SUBSTRATO
O substrato é o "piso" do aquário, a sua espessura vai variar conforme o tipo de plantas que você for ter. Algumas plantas possuem grandes raízes, obviamente necessitam de um substrato mais espesso. Enquanto que outras, nem possuem raízes, sendo apenas afixadas por pedras ou troncos, ou permanecem flutuando.
O substrato também é uma importante fonte de nutrientes para as plantas que possuem raízes. Podendo ser preparado com aditivos como laterita, ou fertilizantes específicos para plantas aquáticas. Deve-se tomar cuidado quanto à granulometria, pois grãos muito finos ficarão compactados, impedindo a respiração das raízes. E grãos muito grandes são muito pesados impedindo o bom desenvolvimento das raízes. O ideal é misturar grãos de 2 a 3 mm de diâmetro, com grãos mais finos de 1 a 2 mm.
Existem algumas espécies de caramujos que se enterram no substrato, mantendo-o aerado, porém eu nunca vi para vender. Já usei com um bom efeito funcional e estético ostras de água doce, que coletei em alguns rios do litoral (rio Marumbi em Morretes).

OBSERVAÇÕES
Algumas plantas podem armazenar nutrientes, de modo que ao colocá-las no aquário elas podem apresentar um excelente desenvolvimento por cerca de um mês, mas se não for suprida a necessidade de nutrientes provavelmente ela vai perder folhas, e se não forem mantidas as condições mínimas, certamente irá morrer. Mas ela pode se adaptar, crescendo lentamente, sem deixar de ser bonita.
Assim como os animais competem por alimento, as plantas competem por nutrientes. Em aquários com poucos nutrientes (entenda agora como nutrientes todo o equilíbrio bioquímico: CO2 + Nutrientes + elementos traço + energia luminosa), será difícil manter diversas espécies de plantas, pois elas irão competir entre si. Mas não desanime, plantas pouco exigentes podem ser mantidas juntas sem ter que gastar muito. Em aquários "high-tech" é possível manter uma variedade enorme de plantas, porém você terá que gastar mais com nutrientes, iluminação, CO2.
Lembre-se: as plantas são seres vivos, brotam, crescem e morrem, não se desespere quando uma planta morrer. Afinal a morte faz parte da vida.
Assim como as plantas competem entre si, elas competem com as algas, e sendo as algas bem menos exigentes é muito fácil ter problemas. Não se desespere. Tente descobrir o que está sobrando, ou faltando (geralmente só conseguimos através da tentativa e erro), que elas naturalmente desaparecerão. Assim que tiver informações mais detalhadas sobre algas, escrevo algo específico.
Acho que agora acabaram-se as desculpas, então tire as horríveis plantas artificiais do seu aquário, e conheça uma outra parte fascinante deste hobby.


                        AGORA ALGUMAS PLANTAS DE AQUARIO



Espécie: Cabomba caroliniana 

Exigência de luz: Alta 

Temperatura da água: 0 – 28 ºC 

Altura: Até 40 cm




Espécie: Elodea densa

Exigência de luz: Média

Temperatura da água: 0 – 25 ºC 

Altura: Até 60 cm ou mais








Espécie: Echinodorus amazonicus

 Exigência de luz: Média

 Temperatura da água: 22 – 28 ºC 

Altura: Até 60 cm










Espécie: Cryptocoryne sp 

Exigência de luz: Baixa 

Temperatura da água: 22 – 28 º

C Altura: 25 cm









Ludwigia Espécie: Ludwigia arcuata 

Exigência de luz: Alta

Temperatura da água: 22 – 28 ºC 

Altura: Até 40 cm





Nome comum: Bacopa 

amplexicaulis 

Exigência em luz: Média 

Temperatura da água: 0 – 22 ºC 

Altura: Até 40 cm




Valisnéria Espécie: Vallisneria 
gigantea 

Exigência de luz: Média

 Temperatura da água: 0 – 28 ºC 

Altura: Até um metro



Sagitária Espécie: Sagittaria plathyphyla

 Exigência de luz: Média a Alta 

Temperatura da água: 22 – 28 ºC 

Altura: Até 15 cm






Higrófila Espécie: Hygrophila polysperma 

Exigência em luz: Média 

Temperatura da água: 0 – 28 ºC 

Altura: 40 a 50 cm


domingo, 6 de setembro de 2015

Aquários Plantados

16:39 Posted by Unknown No comments
BREVE EXPLICAÇÃO SOBRE PLANTADOS




Para se fazer um plantado necessitamos de:
1-aquário
2- material de fundo
3- água
4- iluminação
5- plantas
6- fauna
7- outros acessórios opcionais
E abaixo discutimos cada item separadamente

1-AQUÁRIO
Existem no mercado vários tamanhos disponíveis de aquários, e geralmente alguns aquaristas pensam logo em montar algo grande, mas existem certas limitações técnicas que se seguidas desde a escolha do aquário já evitariam problemas de adequação.
Se a intenção for utilizar lâmpadas tubulares ou compactas normais, e formar carpetes de plantas baixas, a altura ideal seria de no máximo 50 cm , embora a medida ideal seria em torno dos 45 cm de altura de coluna de água, porque essa é a profundidade que a iluminação normal consegue atingir, porque a coluna de água funciona como um filtro que quanto mais profundo menos energia luminosa chega até as plantas, e com isso a planta para poder absorver mais os raios luminosos acaba aumentando os espaços entre os nós da planta, deixando-as de aspecto ralo e o crescimento fica espigado ao invés de formar um carpete rasteiro e compacto.
Mais alto que isso, teríamos que utilizar as lâmpadas tipo HQI que tem maior penetração (mais caras), ou usar plantas de porte maior na montagem dos carpetes (tipo sagittarias, echinodorus anãs, etc) para compensar a grande profundidade.
2- MATERIAL DE FUNDO
A titulo de explicação vamos definir a nomenclatura usada para cada material, pois é comum existir uma certa confusão quando os iniciantes tentam se expressar em conversas.

Material inerte- é o material utilizado no fundo e como não tem praticamente nada de nutriente por em geral ser um material inócuo ou seja não deve interferir nem na água e nem fornecer nutrientes. A cor deste material vai depender do contraste pretendido
na montagem, principalmente nas áreas que vão ficar desnudas de plantas. Serve para a fixação das raízes das plantas
É nesta camada que vão se estabelecer as bactérias nitrificantes.
Existem várias possibilidades de material que podem compor esta camada:

a)Areia fina - é uma areia bem fininha, mas deve ser usada apenas em áreas em que não se pretende plantar, e não muito extensas, porque pelo pequeno diâmetro acabam com o tempo ficando muito compactadas, dificultando a entrada ou progressão das raízes e outro problema que pode aparecer depois se usadas em partes com nível mais baixo é que acabarão tendo muito acumulo de resíduos, pela impossibilidade destes penetrarem nos interstício dos grãos.

b)Areia grossa - é a areia de construção, usada para fazer massas de cimento. Tem os mesmos inconvenientes da anterior.

c)Cascalho - tem a granulometria maior que 2 mm e até 5 mm e favorece a entrada dos resíduos, e evita assim que se tenha que sifonar e esses resíduos acabam servindo de alimento para as bactérias, que os convertem em outros produtos menos tóxicos e de mais fácil assimilação pelas plantas.As vezes, se utiliza o termo "areia peneirada" como sinomimo de cascalho fino e ele é resultante dos residuos que sobram ao se peneirar a areia grossa de construção, ou seja a parte mais grossa = pedrinhas.
Quanto a forma dos grãos é sempre preferível os de aspecto mais irregular, porque deixam maiores espaços entre si, favorecendo a penetração dos resíduos e das raízes.

Material rico em nutrientes - essa porção que vai colocada abaixo do material inerte, é geralmente rica em nutrientes para as plantas. E existem varias opções:

a) Substrato pronto (geralmente importado) é um produto que tem todos os nutrientes de que a planta necessita para o crescimento, mas a formulação varia de acordo com cada fornecedor.
Alguns vem na forma úmida, outros vem secos, como o SUNSHINE que produzimos, mas todos via de regra dispensam a adição da laterita, porque já contem ferro.

b) Húmus de minhoca tratado é o húmus que é submetido a um processamento que consiste em fervura, e uma serie de lavagens para retirar a maior parte da matéria orgânica. Mas por não ter ferro necessita da adição de laterita complementar.

c) outros materiais -existe ainda a possibilidade de se utilizar terras ricas, terras vegetais, argila, e muitos outros mas pela falta de padronização e multiplicidade de problemas que podem ocorrer com estes materiais não vamos nos ater a eles
3 - ÁGUA 

Este item também merece algumas explicações, porque são motivo de dúvida constante.
Tenho notado, que a maioria das pessoas procuram utilizar água de mina ou poços artesianos, para evitar utilizar água tratada com produtos químicos, ou para evitar o aparecimento de algas, mas há um detalhe de que esse tipo de água por sair direto do solo sem um contato prévio com a atmosfera, e se provenientes de solos que tenham riqueza em algumas substancias podem estar carregadas delas em uma forma e assim que expostas a ação da atmosfera, reajam produzindo outras que mudam muito rapidamente a sua constituição.
Exemplo disso é a minha região, onde a água tem alta reserva alcalina, mas a despeito disso sai com um pH bastante acido do solo, mas depois de expostas ao ar, seu pH rapidamente em questão de pouco tempo sobe para patamares extremamente alcalinos, e essa mudança rápida acaba matando peixes e até plantas. Para quem utiliza este tipo de água é muito importante deixá-la em descanso por alguns dias(5 a 10 dias) antes de ser utilizada, para que a reação se complete e a água volte a uma estabilidade.
As vezes a água da torneira, que já é estabilizada no tratamento, (desde que inativemos o cloro presente) pode até ser usada sem a necessidade de um descanso prévio.
Portanto o melhor sempre antes de optar por essa ou aquela fonte de água tentar perguntar a pessoas com mais experiência na região, ou agir com cautela, para evitar possíveis sacrifícios dos habitantes de nossos aquários.
E antes de optar pelos peixes devemos estabelecer no estudo do futuro aquário qual o pH que pretendemos manter, porque para 99% das plantas o pH não é limitante, pois crescem bem em alcalinidade ou acidez, mas os peixes sofrem mais em pH inadequado. O uso do CO2, por exemplo, teoricamente acidifica a água se usado em doses grandes, mas pode ser usado em doses menores e deixar um pH ainda alcalino...embora isso varie com a composição da água utilizada.

4- ILUMINAÇÃO
A planta para crescer precisa de luz. Algumas são mais exigentes que outras, mas todos precisam dela para realizar a fotossíntese.
É comum pessoas que me procuram alegarem que as plantas do aquário acabam melando e apodrecendo, mas quando perguntadas sobre a iluminação, ouço a resposta ..."mas precisa?"
Plantas são seres vivos que tem a capacidade de transformar substancias inorgânicas em orgânicas usando como energia a LUZ. Por isso elas foram tão importante para o aparecimento e desenvolvimento das outras espécies que se utilizaram das plantas como fonte de nutrientes.
Não vou entrar na polemica de quantos watts/l ou quantos lumens são necessários mas tenha como conceito que luz nunca é demais, e acredito que se alguém utilizar de algum critério econômico para dosar a iluminação de seu aquário ele não está ainda pronto a entrar neste mundo fascinante dos plantados.
Alguns dizem que luz demais, ou de menos, causam o aparecimento de algas....errado...o que pode ocasionar isso são variações bruscas em qualquer parâmetro...por ex.uma troca de uma lâmpada cansada e fraca por outra nova e logicamente mais potente. A propria planta nos mostra quando a iluminação está deficiente, pois ela se mostra espigada e com espaços entre os nós do caule aumentados em comprimento....por outro lado se a iluminação estiver correta esses espaços ficam bem reduzidos e a planta tem uma aspecto compacto.

5- PLANTAS
Existe uma enorme variedade delas, e 99% delas são muito pouco exigentes em situações rígidas de manutenção, e destas uma boa parte nem é exigente em nutrientes podendo tranquilamente se desenvolver utilizando apenas poucas doses desses nutrientes que encontra na própria água, e algumas se desenvolvem sem ao menos precisar utilizar de raízes nesta tarefa, pois utilizam a absorção foliar.
Cabe a quem vai executar a montagem optar por plantas que aceitem as condições que vão ser usadas. Aqui recomendo a leitura deste tópico PLANTAS SEM SUBSTRATO onde citamos as plantas menos exigentes.As plantas cultivadas pela SUNSHINE são todas compativeis aos diferentes valores de pH, com rarissimas excessões de algumas que não gostam de pH acido.

6- FAUNA
É o termo usado para a porção que abrange os vertebrados (peixes e crustáceos) e os invertebrados (caracóis, e outros organismos que não são vistos a olho nu, mas que ajudam tanto na alimentação quanto na biologia do sistema (zooplancton))
Precisamos antes de escolher que tipo de peixes vamos colocar, definir como serão mantidos os parametros da água ou seja usar peixes adequados ao pH, dH, temperatura, etc, que pretendemos deixar futuramente no aquário.
Eu, prefiro manter um pH mais alcalino em meus aquários, porque posso utilizar peixes de tendência algueira, como platys, espadas, molinesias, e invertebrados como os caracóis, que ajudam em muito a manutenção da limpeza de todos cantinhos do aquário me poupando o trabalho de limpeza.
Nestes aquários por não haver uso de CO2 as plantas crescem mais devagar, mas em compensação diminuem as atividades de jardinagem.
Os caracóis fazem uma faxina criteriosa de tudo, e até o cascalho fica rigorosamente limpo, e pelo cascalho ser de granulometria maior os resíduos acabam entrando pelos espaços entre as pedrinhas e ali as bactérias os transformam em novas substancias aproveitáveis como nutrientes pelas plantas e menos tóxicas que eram originalmente para os peixes ou invertebrados. Se agirmos sempre de modo gradativo em nossas ações com um aquário o sistema todo encontra o equilibrio com bastante rapidez, ou seja, em outras palavras devemos sempre fazer introduções ou mudanças no conjunto de maneira gradual, porque mudanças bruscas podem afetar o equilibrio do sistema todo e gerar problemas.
Por anos venho testando um sistema que se mantenha sozinho, sem o auxilio de bombas, filtros, TPAs, sifonagens, ou adubações extras por meio de produtos comerciais, ou seja é um sistema onde se evita retirar ao máximo quaisquer detrito, folha morta, (excessão feita a morte de algum peixe principalmente se for de porte maior, pois o sistema talvez não conseguisse processar tamanha quantidade de materia organica, antes que ela interferisse em todo ambiente), pois todos residuos acabariam servindo de nutriente para os prorpios habitante do aquario..para saber mais leia Aquarios autociclantes SUNSHINE

7- OUTROS ACESSORIOS OPCIONAIS
Podemos usar como opcionais outros acessórios como:
a) bombas
b) filtros
c) CO2
d) difusores de CO2
e) squimers

Mas não são materiais necessários e podem ser perfeitamente dispensáveis, pois o aquário se desenvolve muito bem sem eles, gerando uma grande economia na montagem, e acredito que por este fato proporcionar mais chance de que novatos possam tentar um inicio sem muito investimento... e para ter uma idéia de como é possível leia Aquario autociclante
Só gostaríamos de lembrar que usando um sistema de filtragem(se tiver a parte que filtra residuos) fatalmente estaríamos retirando sempre material existente no meio, e isso mesmo que ocorra aos poucos na somatória representa uma perda de substancias que poderiam ser recicladas, e reutilizadas, e que se excluídas mais cedo ou mais tarde terão que ser recolocadas sob a forma de produtos industrializados, que em geral custam caro, mas o maior perigo é que quando adicionados podem mudar completamente a biologia do aquário, e daí surgirem problemas como morte das bactérias ou mesmo o aparecimento de algas.Já um sistema de filtragem que não retenha os residuos e que apenas propicie o desenvolvimento de bacterias aerobicas pode ser de grande utilidade.A filtragem que contem cerâmicas ou materiais porosos pode ajudar a manter a água equilibrada por propiciar ambiente para a bactérias aeróbicas, que são também bastante benéficas no equilibrio biológico.
Em nossas pesquisas iniciais apesar de não usarmos filtragem, mantivemos as bombas pensando que seriam necessárias para a movimentação e uniformização da água, mas num passo seguinte as retiramos também nas montagens posteriores e nada mudou no andamento do equilíbrio, ou seja o sistema funcionou perfeitamente bem, e continua após mais de 4 anos de vida dos aquários mais antigos sem adição de nada, sem sifonagens, sem filtros, sem bombas, sem CO2 e sem TPAs.Veja aqui
Aproveitando o assunto gostaria de falar sobre o uso do CO2.
Este gás (carbônico) tem como função fornecer o elemento carbono para que as plantas o utilizem na síntese da glicose durante a fotossíntese. Mas normalmente num aquário plantado de forma não exagerada, e usando plantas que não sejam ávidas consumidoras deste elemento ou com quantidade não muito grande de plantas, o consumo não é exagerado, portanto não ocorrem faltas significativas dele. Já em aquários repletos de plantas (densamente plantados) sem adição do CO2 pode acontecer sua carência, que é denunciado primeiramente pelas plantas de metabolismo mais acelerado, que começam a perder suas folhas, e este processo pode ser mais acentuado ainda se for usado no aquário compressor de ar, porque as bolhas de ar acabam removendo ainda mais rápido o CO2 disponível. Outra função do CO2 é manter o equilíbrio de carbonatos do aquário e se faltar carbono disponível as plantas iniciam um processo de retirada do carbono dos bicarbonatos, o que acaba promovendo um aumento nos valores do pH da água, porque essa dissolução gera mais íons hidroxila.
Este fato é chamado de descalcificação biogênica e em casos bem acentuados aparece um sintoma típico que é a formação de crostas calcarias sobre a lamina foliar das plantas.
Em meus cultivos imersos em tanques onde há muita quantidade de plantas, e fica impossível manter um controle usando CO2 pelo volume enorme de água(tanques de até 100.000litros) e anti-producente retirar os excessos de plantas eu utilizo saquinhos plásticos perfurados com calcário que servem para repor os níveis de carbono e tamponar o sistema, e o mesmo pode ser feito no aquário que apresentar o problema.Um saquinho com 50 g de calcário escondidinho num cantinho resolve o problema.
Para que o CO2 caseiro utilizado não cause mais mal que prejuizos (sempre causado por excesso na produção do gás) devemos sempre ao preparar as garrafadas usar de inicio apenas 1g de fermento para cada 50 litros de água do aquário (e um aviso aos que tem pressa de ver o CO2 bombando...aqui demora um pouco....mas é seguro pois vai mudando o pH aos poucos) e devemos ir acompanhando a descida do pH....e caso depois de 10 dias o pH ainda esteja acima do que desejamos, podemos então preparar para colocar outra garrafada com 15 a 20dias depois da 1ª com talvez 2 g de fermento/50litros de água, assim ela vai aumentando a produção a medida que a anterior vai decaindo de produção..e assim progressivamente vamos tentando aos poucos ajustar a dose de fermento ao pH desejado, e trabalhando com 2 garrafadas ao mesmo tempo, é mais facil manter um nivel mais constante de variação. Quanto mais fermento se usa mais rapidamente o açucar é convertido em alcool e menos tempo dura a garrafada, sem falar que maiores também são os riscos de se "cozinhar" plantas e peixes em pH excessivamente baixo. Uma garrafada com 1 g dura até 2 a 3 meses produzindo CO2, ao passo que com 10 g dificilmente dura mais de 15 a 20 dias. Mesmo em aquários contendo peixes que pedem pH ácido, evitar manter menos que 6.6, pois essa medida fica confortável a esse tipo de peixe e ainda sobra uma margem de segurança para o caso do pH por algum motivo baixar mais que isso, sem colocar em risco todo sistema.
Não custa relembrar...a maioria das plantas dispensa o uso do CO2 para crescer, eu aconselho seu uso mais em função de se poder acidificar a água em função dos peixes, mas isto também pode ser conseguido usando maior quantidade de troncos ou outros materais organicos acidificantes.

Caracóis

08:28 Posted by Unknown No comments
                                                    Caracóis De Aquario!
Planorbis:
Planorbis corneus, eles vivem em condições extremas, de pH ácido 6,2 até em pH muito alcalino 8,5. São comuns de serem encontrados e costumam desovar embaixo de folhas de plantas, mas podem colocar ovos em qualquer lugar dentro do aquário. Eles possuem as mais diversas colorações, sendo as mais comuns a marrom, a dourada e a variação albina conhecida como Red Ramshorn. Quando a população fica muito grande e não há algas no aquário eles podem comer as plantas, fazendo buracos nas folhas mais de plantas moles ou folhas mais jovens de plantas duras. São ótimos consumidores de restos de ração, peixes e demais animais mortos, algas como filamentosas, Green spot e outras, não comem cianobactérias e nem algas petecas.

Physas:


As Physas possuem quase as mesmas características dos Planorbis, porém elas  costumam sair do aquário na falta de alimentos, dificilmente atacam as plantas, mas pode acontecer em situações de escassez de alimentos. São extremamente prolíficos podendo gerar descendentes rapidamente, mas seus ovos não possuem casca e são um ótimo alimento para os peixes, o que gera um controle natural.



Ampulárias:

Pomacea bridgesi, a Ampulária é o caramujo mais “famoso” dos aquários do mundo, primeiro pelo seu tamanho, passando facilmente dos 10cm quando adulta, pela sua cor amarela e por sua voracidade por algas. A Ampulária, é hemafrodita, porém prefere um parceiro para reprodução, porém pode gerar ovos mesmo quando é a única no aquário, apesar de raro acontece. Seus ovos são colocados fora da água em um casulo em forma de cacho de uvas, depois os filhotes nascem e caem na água. A Ampulária, prefere algas porém se este alimento faltar ou se ela simplesmente estiver com vontade ira comer as plantas, preferindo as mais moles e menores (carpetes de Cuba ou Glossos podem sofrer)

Neritinas:
Neritina natalensis, Neritina Zebra, é um dos caramujos de aquário mais bonito que temos até então, suas cores são bonitas e vibrantes, são ótimas comedoras de algas as preferindo a não ser que não existam mais outra alternativa que não sejam as plantas. Ela não se reproduz em cativeiro pois os filhotes necessitam de água salobra e com parâmetros certos para crescimento, o que a transforma em uma boa alternativa no aquário, porém existe um inconveniente, elas continuam botando os ovos, que grudam em todos os cantos do aquário deixando vários pontos brancos e que dão um bom trabalho para remover já que não nascem filhotes dele.

Melanóides: 
Melanóides tuberculata, também conhecido como caramujo trombeta, é uma das espécies mais comuns nos aquários, sua carapaça é alongada (por isso “caramujo trombeta) e tem hábitos notívagos. Se alimenta de material em decomposição e algas e tem como característica se enterrar no substrato durante o dia, o que faz dele inconveniente em aquários plantados, já que a camada fértil pode entrar em contato com a água e causar problemas. Sua reprodução se dá através de partenogênese, onde a fêmea é responsável pela fecundação do óvulo sem a necessidade do gameta masculino.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Peixes Ovoviparos

11:02 Posted by Unknown No comments

Os peixes Ovo vivíparos colocam seus ovos no ambiente, os filhotes nascem já aptos para comer pequenos alimentos, peixes desta categoria: Caracídeos, alguns Ciclideos, Acarás, etc.


Alguns destes peixes criam ninhos, outros apenas dispersam seus ovos sem nenhum critério, ainda temos os peixes anuais que colocam seus ovos em poças que secam e quando estão cheias novamente o ovo entra em processo de germinação.

Por este motivo é de suma importância saber qual é o tipo de peixe que você cria e pretende reproduzir, imagine uma grande quantidade de ovos depositados no fundo sendo sugado por uma sifonagem? ou a poda daquela planta cheia de ovos em sua folha? sabemos que nem todos os peixes se reproduzem facilmente em aquários, agora imagine uma espécie rara que desovou em seu aquário e você por falta de conhecimento perdeu a oportunidade de ver gerar uma grande quantidade de filhotes que valem um bom dinheiro!


Devemos sempre que possível, pesquisar quais tipos de peixes pretendemos criar, seus métodos de reprodução, etc. pesquise em fóruns, lojas, outros aquaristas e tente, você pode ser o felizardo em conseguir a reprodução de uma linda e rara espécie de peixe.


                                   especies de peixes ovoviparos    



     O Acará Bandeira é um peixe muito pacífico, podendo ser facilmente criando com outros peixes. Em alguns casos ele pode não se dar muito bem com alguns tipos de barbos, mas em aquáriosgrandes esse problema não acontece muito.
Os Acarás, por serem peixes mais lentos, devem ter um cuidado especial na hora da alimentação quando criados em aquárioscomunitários. É sempre bom prestar atenção para ver se ele conseguiu comer.
Embora os Acará Bandeira sejam muito fáceis de serem criados em um aquário, e importante  tomar  alguns cuidados para poder aumentar a vida útil do peixe e deixá-los ainda mais  vistosos e  coloridos, segue a ficha técnica do Acará Bandeira:
Nome popular:
São conhecidos com o nome de Acará Bandeira
Nome científico: 
Foi batizado de Pterophyllum scalare
Origem:
São peixes nativos do Brasil, região amazônica.
Temperatura:
Para manter a qualidade do habitáte ideal para o Acará Bandeira, a água deve estar entre 24°C e 28°C,  mas de preferência manter em 26°C.
Água:
O  pH da água deve ficar entre 6.8 a 7.0, com um dH mole.
Alimentação:
Os Acará Bandeira tem o gosto maior por vegetais, entre uma refeição e outra eles gostam muito de dar umas mordidinhas em algumas plantas, mas gostam e aceitam também alguns tipos de alimento vivos, tubifex, artêmia, daphnia. São peixes que comem de tudo, mas sempre é bom variar o cardápio deles não esquecendo de as vezes dar alguma ração a base de vegetal.

Peixes Viviparos

09:28 Posted by Unknown No comments
Os peixes são aqueles que o filhote são gerados dentro do proprio peixe, por exemplo: os platis,lebistes,molinesias,espadas entre outros, Os filhotes assim gerados já nascem aptos para comer, geralmente infusórios, naupilios de artemia, etc. algusn possuem o ''saco vitelino'' que é uma bolsa de armazenamento para os nutrientes necessario para os primeiros dias do peixinho assim que o saco vitelino desaparece. Devemos introduzir alimentos para os filhotes!


                      Especies de peixes Viviparos




Nome Popular: Guppy, Barrigudinho, Lebiste, Bandeirinha, Sarapintado, Peixe-Arco-Íris, Guaru-Guaru, Bobó, Rainbowfish, Missionaryfish, Millionenfisch, Buntfleckkaerpfling etc.
Nome Científico: Poecilia reticulata (Wilhelm C. H. Peters - 1859).
Origem: Norte da América do Sul e América Central.
Dimorfismo Sexual: Macho: Tem cores no corpo e nadadeiras. Sua nadadeira caudal costuma ser do mesmo tamanho do corpo. Pode chegar a medir 3 centímetros. Fêmea: Tem cores somente no pendúculo caudal e nadadeiras. Pode chegar a medir 5,6 cm
Temperatura: De 25°C a 30°C. De preferência 27°C.
Água: pH 7.0 a 7.2. dH 6 a 10.
Alimentação: Onívora - Tubifex, larvas de mosquito, drosófilas, artêmia salina, dáfnias, infusórios, microvermes, enquitréias, minhocas de jardim, patê etc.